Nesta altura de crise financeira e económica mundial, temos visto as mais díspares teorias, algumas cheias de avisos depois do desastre e outras, até, aproveitando para tentar ressuscitar velhos autores que morreram décadas antes do sistema financeiro do século vinte nascer, como Karl Marx. Como a confusão é tanta, manda a prudência que, antes do mais, enuncie aquela que é a minha base de pensamento, nesta matéria: sou a favor de uma economia de mercado, amiga do investimento privado que cria riqueza, com regras simples mas bem guardadas; ou seja, uma economia livre e eticamente responsável. Liberdade porque o Estado não deve condicionar, antes deve estimular, as oportunidades de criação de riqueza, empreendedorismo e mobilidade social. Concorrência porque só ela garante melhores preços e defesa do consumidor. E responsabilidade ética – o que implica boas práticas, mediante um quadro de supervisão e regulação com regras claras e sanções firmes para prevenir abusos.
»