Opinião

Deduções à colecta e benefícios fiscais - II

Como tem sido prática já há alguns anos, é comum nesta altura termos a oportunidade de fazer uma "check list" das possíveis deduções e benefícios fiscais que se podem utilizar para legalmente reduzirmos o valor do IRS a...

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Os detritos da democracia

1.O prestígio da democracia local
Na sequência da última Assembleia Municipal vieram a público um conjunto de dixotes e insinuações caluniosas - pústulas éticas da nossa retórica local, ali proferidas e reproduzidas em alguma imprensa -, sobre a venda de lotes no PP do Centro durante os meus mandatos. Os seus autores deviam envergonhar-se do feito. O que disseram não é apenas um excesso de linguagem, é uma ofensa à minha honorabilidade e uma naifada indecente e gratuita no prestígio da nossa democracia local. Tristes sinais dos tempos.

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Políticas de Inovação – Repensar os Modelos

No passado mês de Fevereiro teve início mais uma edição do Curso de Empreendedorismo de Base Tecnológica (CEBT), iniciativa impar a nível nacional, promovida pelas três Universidades do Centro – Universidades de Aveiro, Beira Interior e Coimbra -, em parceria com o CEC/CCIC.
Já na sua 4ª Edição, o CEBT contribuiu até ao momento para a formação de cerca de trezentos potenciais empreendedores, mais de quarenta conceitos de empresa de base tecnológica e candidaturas aos Programas NEOTEC, gerido pela Agência de Inovação, e FINICIA, na tutela do IAPMEI.

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Menos impostos, mais crescimento

Nesta altura de crise financeira e económica mundial, temos visto as mais díspares teorias, algumas cheias de avisos depois do desastre e outras, até, aproveitando para tentar ressuscitar velhos autores que morreram décadas antes do sistema financeiro do século vinte nascer, como Karl Marx. Como a confusão é tanta, manda a prudência que, antes do mais, enuncie aquela que é a minha base de pensamento, nesta matéria: sou a favor de uma economia de mercado, amiga do investimento privado que cria riqueza, com regras simples mas bem guardadas; ou seja, uma economia livre e eticamente responsável. Liberdade porque o Estado não deve condicionar, antes deve estimular, as oportunidades de criação de riqueza, empreendedorismo e mobilidade social. Concorrência porque só ela garante melhores preços e defesa do consumidor. E responsabilidade ética – o que implica boas práticas, mediante um quadro de supervisão e regulação com regras claras e sanções firmes para prevenir abusos.

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Pensar o futuro – Uma estratégia municipal para o futuro dos canais da Ria em Aveiro (Parte I)

I - A escala intermunicipal
1. O deve e o haver
Em primeiro lugar, uma estratégia municipal para os nossos canais tem de ser integrada numa escala intermunicipal. Isso está feito sob a égide da AMRIA, agora CIRA. O plano intermunicipal está concluído. Muito se tem feito nos últimos anos no sentido de preservar este excepcional e único património natural. Estado e Municípios, mas também Universidade, Associações e Empresas, muitos tem contribuído para melhor compreendermos a Ria e mais sustentadamente a fruirmos.

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Portugal: país central

Nós, portugueses, somos europeus de pleno direito. No espaço europeu, somos geográficamente periféricos. Mas se nos virarmos para o Atlântico, como fizemos no século XV, podemos ser o centro. Enquanto as monarquias europeias se guerreavam entre si, os nossos reis D.João II e D. Manuel I exploravam os mares. E fomos à África, ao Brasil, à Índia e à Oceania. Negociámos com a grande China. Criámos raízes nesses locais. Alimentámos a Europa através do porto de Lisboa com o que trouxemos da África, do Oriente e do Brasil.

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Uma nova geração de Empreendedores

Todos estamos conscientes de que Portugal tem de continuar o seu trabalho de convergência para com os denominados padrões médios da União Europeia, o que implica crescer, mas, fruto dos nossos atrasos estruturais, crescer mais rapidamente do que muitos dos nossos pares.
Este crescimento mais célere, num mundo global, pautado pelo conhecimento, que, à partida, não conhece barreiras ou fronteiras sectoriais e geográficas, significa ter uma capacidade impar de inovar, em modelos distintos dos que pautaram períodos anteriores.
Através da inovação o conhecimento é aplicado ao desenvolvimento de novos produtos e de novos serviços ou a novas formas de conceber e vender produtos e serviços já existentes.

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A revitalização da Avenida Lourenço Peixinho: notas para uma estratégia e um programa

As bruscas mudanças na estrutura do comércio
Primeiro foi a invasão dos serviços (em especial os bancários), com a imolação de cafés/instituições como o Arcada, o Avenida, o Trianon, etc. Depois, foi o progressivo esvaziamento das habitações, com os jovens e menos jovens casais a afastarem-se para ofertas menos centrais e mais confortáveis. Enfim, a chegada das grandes superfícies comerciais constitui uma ameaça letal num certo tipo de vivência.

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Novo desafio: como superar?

A economia portuguesa tem, ao longo da última década, registado um crescimento anémico que implicou uma acentuação da divergência face aos nossos parceiros europeus, não conseguiu eliminar ou mitigar de forma decisiva alguns dos principais constrangimentos ao crescimento - em concreto, os baixos níveis de formação e o cada vez mais deteriorado funcionamento da justiça - e, a despeito de alguns progressos nos últimos anos, ainda não produziu um modelo sustentável de organização e funcionamento do Estado nem tão pouco se procedeu a uma discussão séria de quais as funções e limites do mesmo. Acresce que o endividamento das famílias e das empresas atingiu níveis insustentáveis e que tal foi suportado em larga medida pelo sistema financeiro internacional, junto do qual estamos endividados a níveis historicamente insuperados.

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