Defende Cristina Durães, 25 anos na actividade hoteleira

O nosso bom desempenho deve resultar sempre no bem-estar do cliente

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A empresaria Cristina Durães, gestora do Hotel Moliceiro, ama a sua profissão e reconhece que «a Cidade de Aveiro é a marca de uma região conhecida pela sua beleza natural e com a nossa Ria é frequentemente comparada à Veneza das românticas gôndolas. Além de todo um potencial industrial, atrai o turista de lazer e o de negócios durante todo o ano».
Reconhecendo que «temos de confiar nas nossas capacidades de empreendedorismo», confessa-se realizada mas expectante quanto ao futuro».

Há quantos anos trabalha na hotelaria?
Há 25 anos precisamente (que giro, ainda não tinha pensado nisso, faço 25 anos de carreira). Iniciei a minha carreira precisamente em Aveiro em 1983, ligada á Restauração, área pela qual tenho o máximo respeito. Em 92 iniciei actividade como empresária em nome individual, abrindo a minha primeira unidade Hoteleira na área do Alojamento, unidade essa que mantive até 98, altura em que abri o Hotel Moliceiro.

Como surgiu a ideia de abarcar esta profissão?
A vida é feita de imprevistos e a minha carreira foi, sem dúvida, um desenrolar inesperado. Eu queria seguir Desporto (área porque era apaixonada), entretanto várias mudanças aconteceram na minha vida sendo uma delas o início da carreira na Hotelaria. Desde aí demonstrei capacidades que nunca achei possuir: de iniciativa, responsabilidade e profissionalismo, que me levaram a prosperar nesta actividade.

Onde fez a sua formação?
Fui ao longo da minha jovem vida procurando investir na minha formação Hoteleira e fiz formação complementar em Cursos leccionados pelo Instituto de Formação Turística, desde Bar, Mesa/Restauração, Recepção, Andares, entre outros . Posteriormente apostei na Graduação em Direcção Hoteleira na Escola Hoteleira e Turismo de Coimbra.

Conte-nos o seu percurso na área?
Sempre arregacei mangas perante o trabalho, nunca hesitei perante os obstáculos. Foi como costumo dizer, a Escola da vida que me ensinou a enfrentar e definir os meus objectivos. Foi muito difícil no início, eu não tinha formação Hoteleira, mas com muita humildade e dedicação consegui fazer valer as minhas capacidades; devo à minha mãe o meu triunfo porque ela sempre me impulsionou e ajudou.

O Hotel Moliceiro foi, ou é, o pico da sua carreira?
No momento posso dizer que sim, embora acredite no topo do gráfico…

Como vê a situação da indústria hoteleira?
É um sector em constante ajustamento face ás necessidades e exigências do Público. Sem duvida um sector com Futuro. Precisamos de estratégias políticas de promoção e de apoios que facilitem e incentivem ao investimento paralelamente à nossa contribuição na condição de Empresários para a criação de emprego e riqueza para o País.

Continua a haver dificuldades de recrutar mão-de-obra qualificada?
Sim, é algo um tanto difícil… precisávamos de tácticas para cativar os jovens para esta actividade. Devemos acima de tudo apostar na dedicação aos recursos humanos.
A minha filosofia de trabalho é muito própria e diferente e, consegui, com algum orgulho o digo, passar essa ideia ao Staff. O nosso bom desempenho deve resultar sempre no bem-estar do cliente. Aposto em conceder-lhes uma formação a tempo inteiro de forma a fazer jus á imagem que queremos transmitir. Dou-lhes as bases, o conhecimento e a experiência de vida, que os ensina e ajuda, para que nos devidos sectores cada um dê o seu melhor com o profissionalismo que os caracteriza.

Que diferenças aponta entre o Hotel Moliceiro antigo e o moderno?
Continua a manter o mesmo requinte e igualmente o charme e a personalização dos serviços. Só a capacidade de oferta é que aumentou. Oferece uma maior possibilidade de escolha de diversos tipos de quarto desde o Romântico Superior Nupcial, o prático Superior de Negócios (já existentes), o Elegante Superior Veneza, o Relaxante Superior SPA e o Divinal Superior Oriental e uma Suite Executiva adaptada ao Cliente mais exigente e os distintos Standards igualmente charmosos e funcionais. Mantemos o serviço de Boas Vindas, todos os nossos Clientes são recebidos com uma bebida de Boas Vindas, composta por vinho do Porto ou vinho Espumante e os típicos Ovos-moles num ambiente acolhedor e muito familiar. Ao final do dia no quarto é surpreendido com um serviço de Chá e umas deliciosas bolachinhas. A Sala de estar oferece conforto e a vontade de ficar; oferece ainda a intimidade necessária para desfrutar da leitura prazerosa de um livro, jornal ou revistas da actualidade.
E para que todos os momentos sejam preenchidos, o nosso Bar oferece o relaxante prazer de um som de Piano, todas as noites, excepto aos domingos. Além de uma Agenda cultural mensal plena de excelentes e dinâmicas acções. Possuímos ainda duas salas Polivalentes equipadas com necessidades multimédia para a mais exigente reunião. Dispomos ainda de Net Business Office (com Fax e Impressora) e Internet gratuita nos quartos e zonas públicas, serviço de Lavandaria, serviço de Room Service e pequenas Refeições até à meia-noite e serviço personalizado de Despertar.

A ampliação foi a aposta certa? Porquê?
Temos de confiar nas nossas capacidades de empreendedorismo. Aveiro merecia esta ampliação e o crescimento do Turismo justificava-a.

A localização do Hotel junto ao Rossio é uma mais-valia em relação às outras unidades hoteleiras da cidade?
A localização é um trunfo, mas é sem sombra de dúvida o serviço que o destaca.

O Turismo em Aveiro… como o analisa?
As potencialidades de Aveiro e arredores não findam mais. A pé, ao longo dos canais, de carro, de Buga ou de barco, não nos poupamos a esforços nas recomendações contribuindo para reforçar a imagem de uma Cidade simpática e cativante. A Cidade de Aveiro é a marca de uma região conhecida pela sua beleza natural e a nossa Ria comparada frequentemente à Veneza das românticas gôndolas, além de todo um potencial Industrial, atrai o turista de lazer e o de negócios durante todo o ano.

Tem havido evolução?
Tenho que engrandecer e louvar o trabalho desempenhado pela Região de Turismo Rota da Luz na pessoa do Dr. Pedro Silva e sua equipa, que tem impulsionado fortemente a região com uma vasta divulgação e motivado à criação de condições para o prolongamento das estadias em Aveiro.

Qual é o tipo de cliente que procura o Hotel Moliceiro? São mais estrangeiros ou portugueses?
Na sua maioria são estrangeiros tendo no mercado espanhol a maior afluência, mantendo o mercado de negócios a percentagem mais considerável do volume total, seguindo-se o mercado de lazer que tende a subir; influência como já referi das acções que a Rota da Luz tem vindo a desenvolver em prol de colocar Aveiro no Mapa-mundo.

O serviço permite fazer a fidelização de clientes?
O ser pequeno dá-me a possibilidade de personalizar o serviço e marcar a diferença com pormenores. O saber receber é extremamente importante. A primeira impressão do cliente é muito valiosa. É essencial usar de sensibilidade para melhor conhecer as necessidades do hóspede. Cada cliente leva com ele um “bocadinho” do Hotel e é, essa publicidade que para mim é a mais valiosa.

O trabalho colide com a sua vida familiar?
Por vezes comete-se essa injustiça, nem sempre é fácil conciliar ambas, mas as minhas capacidades são inúmeras, consigo sempre dar um jeito de contornar as situações.

Ser mulher… e bonita… é uma vantagem para quem recebe turistas?
Ser mulher significa que sou capacitada, sou eficiente, eficaz, organizada, de fácil trato e comunicação, e fica-me muito bem o destaque de bonita (muito obrigada) … Não, não acho, sinceramente não vejo vantagem nenhuma, o que o cliente procura e encontra no Moliceiro é uma equipa feliz e empenhada em os receber com a maior das simpatias e profissionalismo, uma equipa esforçada em superar as expectativas do cliente.

Está realizada pessoal e profissionalmente?
Amo o meu trabalho, sou uma mulher feliz e realizada, sim! Tem de se amar esta profissão, caso contrário é impossível oferecer um Bom Serviço.

Qual é a sua aspiração futura?
Quero manter o serviço e concluir os objectivos a que propus o Moliceiro.