A Comissão Concelhia de Aveiro do Partido Comunista Português, manifestou o seu apoio à decisão plenária dos trabalhadores da CACIA/Renault de iniciar hoje uma greve de 30 minutos por turno.
Ainda que não sendo conhecidos os resultados finais da empresa relativos ao ano de 2009, na realidade, todos os sinais apontam no sentido de uma efectiva melhoria dos seus lucros, resultado de um aumento de produção que inclusivé levou ao recrutamento de mais 70 trabalhadores, mesmo em ano de crise.
Foi invocando a crise, que em 2009 a empresa não atribuiu qualquer aumento salarial aos seus trabalhadores, tendo estes suportado os respectivos custos,, não só não vendo os seus salários aumentados, mas também, trabalhando os Sábados com remuneração igual à dos dias de semana, ou fazendo pausas laborais quando a empresa assim o entendia.
Mesmo admitindo uma uma quebra de preços em alguns bens de consumo no ano de 2009, os números oficiais referentes ao ano de 2008 indicam uma inflação superior a 2,6%. Um quadro que consubstancia uma real diminuição do poder de compra dos trabalhadores da CACIA de 2008 até hoje.
É observando a globalidade dos factos que a reivindicação de aumento salarial em 4%, bem como de outras regalias laborais, são absolutamente justas, sendo também necessário recordar as perdas de poder de compra e as diminuições de direitos laborais sofridos pelos trabalhadores da empresa.
Por outro lado a melhoria das condições de vida dos trabalhadores também seria uma medida com um impacto positivo na economia da região, dinamizando a produção e o comércio e ajudando as PME's.
A atitude da Cacia/Renault em conceder um aumento salarial de apenas 1%, representa não só a confirmação de que a empresa regista um aumento de produção, volume de negócio e de lucros, bem como confirma a sua recusa em repor o poder de compra perdido pelos trabalhadores.
Não é aceitável que as multinacionais continuem a aumentar os lucros, num contexto em que são os trabalhadores e os outros sectores desfavorecidos que suportam as políticas da crise deste Governo PS e do patronato.
A resposta a esta situação está na luta contra as injustiças e na exigência de uma vida melhor.