Até agora, os operadores - Optimus, TMN e Vodafone - tinham acessos móveis à Internet até 7,2 Mbps (megabits por segundo). Agora, lançaram as ofertas para até 21 Mbps, mas a cobertura é ainda muito limitada. A TMN ainda está apenas na fase de pré-registo. Os outros dois operadores não têm dispositivos de ligação em todas as lojas.
A "guerra de lançamento" foi a habitual. As três operadoras - Optimus, TMN e Vodafone - tentaram chamar a si o pioneirismo do lançamento da velocidade de acesso móvel à Internet de 21 Mbps (Megabits por segundo). Nesta fase, é pouco importante saber quem foi o primeiro, mas se, face à cobertura, vale a pena fazer o "upgrade".
Nenhuma das operadoras pormenoriza o grau de cobertura. Se a Vodafone diz estar em "algumas zonas da cidade de Lisboa", a Optimus diz estar "em parte das cidades de Lisboa e Porto". Já a TMN diz começar esta oferta por "algumas cidades da região Norte de Portugal". O que significa que a maior parte do país não está coberta. Ou seja, o acesso a uma velocidade próxima de 21 Mbps será, para já, muito limitado. E, como acontece nas outras velocidades, conseguir o máximo é praticamente impossível. Como avisa a Vodafone, "estas velocidades correspondem ao débito máximo alcançável em condições ideais de utilização e estão dependentes da tecnologia. Tal como acontece noutras tecnologias móveis ou fixas a velocidade efectiva de utilização pode ser inferior".
Para quem já tiver uma "pen" ou uma placa de acesso à Internet, não compensará comprar a nova se não estiver nas zonas indicadas ou se utilizar o serviço com grande mobilidade (em diversos sítios). Quem não tiver ainda o serviço de banda larga móvel, poderá ser uma opção comprar uma "pen" que permita velocidades de acesso superiores, a pensar já no futuro.
No entanto, o custo destas "pen" são superiores às restantes. Vodafone e Optimus, que já têm as "pen" disponíveis para venda, estão a comercializá-las a 129,9 euros. As outras "pen" ou placas que permitem velocidades mais baixas vão desde até perto dos 80 euros. Até agora, a velocidade máxima extraída na rede móvel, para "downloads", era de 7,2 Mbps. No "upload", a velocidade que esta tecnologia (HSPA+, ver glossário) permite, no momento, é de 5,8 Mbps. No entanto, mesmo o HSPA+ está já a sofrer uma actualização que vai permitir expandir as velocidades para 28,8 Mbps. Nas ofertas de Internet fixas, as velocidades próximas dos 20 Mbps têm preços distintos, podendo ir dos 19,9 euros aos 35,59 euros, mas a maioria destes tem velocidades de "uploads" inferiores à agora permitida pelos operadores móveis. Mas têm mais tráfego incluído. Nos programas e-escolas e e-escolinhas, as velocidades variam consoante os escalões, mas vai até a um máximo de 3,6 Mbps.
Nos três operadores, a mensalidade para os 21 Mbps é a mesma - 49,9 euros, tendo a Optimus a opção de 44,9 euros para quem quiser utilizar a "pen" como se fosse um acesso fixo, ou seja, num único local. Estes preços são os que permitem ter a velocidade até 21 Mbps, mas mesmo que o cliente navegue em zonas sem esta cobertura, e como tal a velocidades mais baixas, o tarifário cobrado será este. Os clientes podem, a qualquer altura, mudar de tarifário, sem custos, dizem os operadores. O tarifário dos 7,2 Mbps é por mês de 45,5 euros na Optimus e TMN e 45,65 euros na Vodafone. No estrangeiro, a velocidade depende do operador com quem se está em "roaming".
In "Jornal de Negócios" -. Alexandra Machado